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UNAIDS: TRINTA E SEIS ANOS DA IDENTIFICAÇÃO DO HIV

Por André Luís Lima Filho (Brasil).


Acredita-se que as primeiras infecções pelo vírus do HIV aconteceram aproximadamente em 1930, restritamente na África Subsaariana. Embora surgida no Continente Africano, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - Aids, foi identificada apenas em 1981, nos Estados Unidos. Inicialmente, conhecida como uma espécie de Câncer gay, devido à elevada ocorrência de pacientes homossexuais.


Como se é de se pensar, o fato retardou o interesse pela epidemia que surgira, tal como o crescimento da marginalização do grupo de risco em evidência, os homossexuais. Então, em meio a inúmeros casos, não apenas nos Estados Unidos, era sabido que tratava-se de uma doença infecciosa e transmissível, geralmente com sintomas de doenças graves oriundas de um comportamento imunológico ainda desconhecido.


Eis que, no dia 20 de maio de 1983, foi descoberto o vírus causador da Aids, e consequentemente, de incontáveis mortes: O HIV. Passando, assim, a não se tratar do modo de vida dos pacientes, mas alertar para as formas de transmissão.


Passados 36 anos, observamos diversos avanços no âmbito do tratamento antirretroviral oferecido às pessoas vivendo com HIV, não permitindo a instauração da Aids no indivíduo. Durante esse tempo, o ONU - Organização das Nações Unidas, criada a partir da Segunda Guerra Mundial, é responsável pela integração de organizações internacionais, sempre visando a paz mundial e a cooperação entre os povos como seu principal objetivo, aliado às problemáticas que desde sua criação ganharam visibilidade, tais como a visibilidade feminina, políticas voltadas ao público LGBT, e, como era de se esperar, criou o UNAIDS, organismo das Nações Unidas, justamente para dar a visibilidade que o assunto necessita: Um programa global que movimente toda a comunidade internacional sobre HIV e Aids. Pensando nisso, em 2013, o UNAIDS estabeleceu novas metas de modo que pudesse ser intensificada a consciência sobre o HIV, iniciando no ano de 2015.


A partir disso, foram reunidos atores do cenário internacional, com enfoque em medicina laboratorial e sociedade civil. Dentre as metas, a mais ambiciosa de todas: o 90-90-90, que consiste basicamente em:

  • Até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV saberiam do seu estado sorológico;

  • Até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV teriam supressão viral;

  • Até 2020, 90% dos pacientes teriam supressão viral.

No momento em que as metas forem alcançadas, é estimado que pelo menos 73% terão carga viral indetectável, e por consequência, não existirá possibilidade de avanço à Aids e as pessoas vivendo com o vírus não poderão transmiti-lo para outrem.


No Brasil, desde 1989, quem vive com o vírus conta com o apoio da Declaração Dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids; A lei no 9.313, que garante à todas as pessoas o tratamento gratuito, incluindo tratamento antirretroviral, PeP, PreP e distribuição de preservativos, assim como a Lei no 12.984, que estabelece como crime a discriminação contra pessoas vivendo com HIV ou Aids.


É de suma importância o direcionamento de políticas de âmbito internacional, reforçando mais uma vez, a necessidade da mobilização por parte da sociedade civil, pois só assim, será possível atingir as metas estabelecidas pela UNAIDS.

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